O governo do Distrito Federal concluiu nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, a obra de abastecimento de água no assentamento Terra Nova, em Arapoanga, mas a medida expõe a lentidão histórica no atendimento a áreas de vulnerabilidade, onde moradores enfrentaram anos de racionamento e dependência de vizinhos para suprir necessidades básicas.
A iniciativa da Caesb, por meio do programa Água Legal, instalou 3,7 km de rede de distribuição e 349 ligações domiciliares com investimento de R$ 680 mil, beneficiando cerca de 1,4 mil pessoas. Ainda assim, a assinatura simultânea de ordem de serviço para iluminação pública reforça que a infraestrutura básica permanece incompleta, deixando a comunidade exposta à insegurança noturna e à ausência de esgoto sanitário.
Sofrimento prolongado marca chegada da água
Moradores relataram as condições precárias anteriores à obra. “Era muito complicado. Não tinha água em todas as quadras. A gente tinha que sair na casa dos vizinhos perguntando onde tinha água e quando tinha água”, declarou Andreia Santos Costa. A governadora Celina Leão reconheceu as limitações ao afirmar que “o que eu vou pedir é esgoto. Depois do esgoto, entra o asfalto”.
Reivindicações por saneamento ganham força
O presidente da Caesb, Luís Antônio Almeida Reis, destacou que o programa independe da regularização fundiária, mas admitiu que apenas a água não resolve os déficits acumulados. “Nós queremos trazer para cá também o esgoto, para beneficiar toda essa região”, completou a governadora. A tarifa social prometida surge como paliativo, enquanto a falta de asfalto e iluminação plena continua a penalizar os residentes.
É muito satisfatório você chegar de uma correria grande, ligar a torneira, lavar uma louça, lavar uma roupa, tomar um banho quentinho e sentar no sofá. É muito bom.
Andreia Santos Costa
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