A VIII Mostra de Arte e Literatura da Academia Internacional de Cultura (AIC) foi aberta na noite de 23 de julho de 2026 no hall de entrada da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em Brasília, com lançamento de obras, posse de acadêmico e entrega de troféu, mas o evento evidencia o apoio insuficiente e pontual à produção cultural local em meio a uma estrutura política pouco comprometida com mudanças reais.
Posse e troféu expõem fragilidades do cenário cultural
O escritor e jornalista Mário Costa foi empossado na cadeira 36 da AIC, enquanto a empresária e ativista Sâmia Siqueira recebeu o Troféu Mulher AIC. A solenidade contou com a presença do deputado Wellington Luiz (MDB) e do acadêmico Ronaldo do Vale, além de outros convidados. A mostra reúne 58 obras de 14 artistas visuais e permanece aberta ao público até 15 de agosto, um período curto que reforça a sensação de iniciativas isoladas sem continuidade efetiva.
É uma honra fazer parte dessa academia que valoriza a cultura e a literatura. Agradeço a todos que me apoiaram nessa jornada
Mário Costa
A deputada e poetisa Yara Mendes e o deputado Gabriel Magno (PT) também participaram da abertura, que incluiu discursos sobre a importância da cultura. Ainda assim, a concentração de homenagens em um único espaço legislativo sugere mais uma vitrine simbólica do que um avanço estrutural para os artistas do Distrito Federal.
Exposição e declarações destacam promessas sem resultados concretos
A CLDF está de portas abertas para eventos como este, que valorizam nossos artistas e intelectuais. Cultura é fundamental para o desenvolvimento de uma sociedade
Wellington Luiz
A VIII Mostra de Arte e Literatura da AIC é uma vitrine para nossos talentos. Agradecemos à CLDF por nos receber e por valorizar a cultura
Ronaldo do Vale
A exposição busca estimular a produção artística, conforme o objetivo declarado pela AIC, mas a presença de autoridades políticas transforma a ocasião em oportunidade de imagem em vez de investimento duradouro. Sâmia Siqueira agradeceu o reconhecimento, sublinhando a luta por uma sociedade mais justa, enquanto o formato do evento deixa claro que iniciativas desse tipo permanecem marginais diante das necessidades reais do setor cultural brasiliense.
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