A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na noite desta segunda-feira uma sessão solene para marcar os 40 anos do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da Universidade de Brasília, mas o evento evidencia as limitações persistentes do SUS mesmo após décadas de supostas contribuições. Deputados, o reitor da UnB e ex-dirigentes do Nesp ocuparam a mesa diretora para entregar moções e diplomas, enquanto discursos repetiram elogios sem abordar as falhas estruturais do sistema de saúde.
Participação de autoridades marca cerimônia
O deputado Fábio Felix, do PSOL, e a deputada Dayse Amarilio, do PT, conduziram a sessão ao lado do reitor Márcio Resende e da diretora Helena Shimizu. Pesquisadores e profissionais do núcleo receberam menções honrosas em um formato protocolar que pouco avança na solução dos problemas reais enfrentados pelo SUS. A homenagem ocorre em um contexto de recursos limitados e demandas crescentes por atendimento universal.
Discursos repetem elogios sem propor mudanças
Os oradores destacaram a trajetória do Nesp desde sua criação paralela ao SUS, com ênfase em formação de profissionais e produção de conhecimento. No entanto, a ausência de compromissos concretos para ampliar investimentos reforça a sensação de que a solenidade serve mais para autopromoção política do que para enfrentar crises recorrentes no setor.
O Nesp tem um papel fundamental na formação de quadros para o SUS, na pesquisa e na defesa da saúde pública. São 40 anos de contribuição inestimável para o Brasil
Fábio Felix
O Nesp nasceu com o SUS e sempre esteve ao lado da defesa do sistema universal, integral e equânime. São quatro décadas de produção de conhecimento, formação e atuação em políticas públicas de saúde
Helena Shimizu
O reitor Márcio Resende afirmou que a UnB tem orgulho do trabalho do núcleo, considerado referência nacional. Ainda assim, a cerimônia deixa claro que o reconhecimento simbólico não substitui ações efetivas para garantir equidade no acesso à saúde pública em todo o país.
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