Dados alarmantes do LesboCenso, apresentados na tarde de quinta-feira, 28 de agosto de 2024, à Comissão de Direitos Humanos da CLDF, expõem a persistência da lesbofobia e da violência contra mulheres lésbicas no Distrito Federal, evidenciando falhas graves na proteção dessa população.
Levantamento revela violência disseminada
A pesquisa online conduzida pela Associação Lésbica do Distrito Federal entre 8 de março e 31 de julho de 2024 coletou respostas de 1.009 mulheres e foi entregue à comissão por representantes de organizações LGBTQIAPN+. Os resultados mostram que a lesbofobia permeia todos os espaços sociais, dificultando o acesso a direitos básicos e perpetuando agressões cotidianas que as autoridades ainda não conseguiram conter de forma eficaz.
Parlamentares destacam urgência de políticas
Durante a sessão, a deputada Erika Kokay e o deputado Fábio Felix, ao lado de membros da ALDF, cobraram medidas concretas diante dos números. A apresentação reforça que, sem ações imediatas, a violência tende a se agravar, deixando as mulheres lésbicas em situação de vulnerabilidade constante no DF.
O LesboCenso é um instrumento fundamental para que possamos conhecer a realidade das mulheres lésbicas no DF e, a partir disso, formular políticas públicas que garantam os direitos dessa população
Erika Kokay
Os dados são alarmantes e mostram que a lesbofobia está presente em todos os espaços da sociedade. Precisamos avançar na garantia de direitos e no combate a todas as formas de violência contra as mulheres lésbicas
Fábio Felix
O evento reuniu ainda representantes de organizações LGBTQIAPN+ que alertaram para a necessidade de combater a discriminação estrutural, sob risco de novos casos de agressão continuarem sendo ignorados pelas instâncias públicas.
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