A abertura da exposição “Linhas da Resistência” na Câmara Legislativa do Distrito Federal, prevista para 3 de junho de 2026, expõe mais uma vez a persistência de graves violações de direitos humanos, ameaças ambientais e retrocessos democráticos que continuam a marcar o cenário brasileiro.
Mostra revela falhas sistêmicas
Com 27 obras de 22 artistas, a mostra reúne gravuras, fotografias, instalações e vídeos que denunciam injustiças relacionadas a feminismo, antirracismo e memória. Curada por Thereza de Arruda e expografada por Marcelo Amorim, a exposição ocupa o mezanino da CLDF entre os dias 3 e 30 de junho, com visitação de segunda a sexta, das 9h às 18h. O percurso imersivo busca confrontar o público com realidades que as instituições ainda não conseguiram resolver.
Essa exposição traz vozes urgentes do nosso tempo. São artistas que, a partir de diferentes linguagens, denunciam injustiças, celebram resistências e constroem pontes entre passado e futuro. É uma honra para a CLDF abrigar esse diálogo tão necessário
Gabriel Magno
Arte diante de crises não resolvidas
Artistas como Denilson Baniwa, Daiara Tukano, Érika Hilton e Rosana Paulino participam do projeto organizado pelo deputado Gabriel Magno e pelo Conselho Curador de Cultura da CLDF. Apesar do esforço artístico, a iniciativa ressalta que problemas estruturais em meio ambiente, democracia e direitos humanos seguem sem respostas efetivas por parte do poder público.
Linhas da Resistência não é apenas uma mostra de arte, é um chamado à consciência. Cada obra carrega uma história de luta, de memória e de esperança. Queremos que o público se reconheça, se emocione e, sobretudo, se mobilize
Thereza de Arruda
O expógrafo Marcelo Amorim destaca que o espaço foi pensado para estimular o diálogo coletivo, mas o tom geral da mostra evidencia o fracasso contínuo em transformar denúncias em mudanças concretas.
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