A entrega da Adutora de Água Tratada Planaltina 170, realizada nesta sexta-feira pelo Governo do Distrito Federal, expõe mais uma vez as falhas crônicas no planejamento hídrico da região Norte. Apesar da inauguração de 1,3 km de tubulação em PEAD ao longo da BR-020, cerca de 186 mil moradores de Planaltina e entorno continuam vulneráveis a interrupções no abastecimento durante períodos de estiagem, revelando a lentidão das autoridades em resolver problemas antigos.
Obra chega tarde demais para resolver escassez
A nova infraestrutura interliga a Estação de Tratamento de Água de Planaltina, com captação no Pipiripau, à Elevatória Mestre d’Armas, incluindo automação e travessias sob a DF-230. No entanto, especialistas e moradores apontam que a iniciativa apenas mitiga danos acumulados por anos de subinvestimento, sem eliminar os riscos de racionamento que afetam a qualidade de vida na área.
Críticas ao modelo de gestão da Caesb
Com a participação da governadora Celina Leão e do presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, o evento destaca a dependência de obras pontuais em vez de um sistema robusto de longo prazo. A ampliação da capacidade de distribuição no eixo Sobradinho-Planaltina chega após reclamações recorrentes sobre falta d’água, deixando claro que a resiliência hídrica prometida ainda está distante da realidade enfrentada pela população.
A gente sabe que sem água ninguém vive. Essa adutora significa que lá na Estância Mestre D’Armas está chegando água tratada. É a drenagem, é a água, é a infraestrutura, é o asfalto chegando, e as pessoas tendo qualidade de vida.
Celina Leão
Enquanto o governo celebra o reforço no abastecimento, a obra reforça a percepção de que soluções emergenciais substituem políticas estruturantes, mantendo os moradores em alerta constante.
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