No coração da capital brasileira, onde as grades das prisões se abrem temporariamente para oferecer um vislumbre de liberdade, uma história de evasão se desenrola. Vinte e quatro detentos, entre os 1.631 que deixaram o sistema prisional do Distrito Federal na última sexta-feira, 14 de novembro, para o chamado “Saidão”, simplesmente não retornaram. O prazo para o regresso era a segunda-feira seguinte, 17 de novembro, mas esses indivíduos optaram por um caminho diferente, transformando-se em foragidos aos olhos da lei. A Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF) divulgou o número na noite de terça-feira, 18 de novembro, revelando que eles representam 1,47% do total liberado. Essa foi a oitava saída temporária programada para 2025, um benefício concedido a quem cumpre pena em regime semiaberto ou realiza trabalho externo, como uma ponte frágil entre o confinamento e o mundo exterior.
Enquanto a cidade segue seu ritmo acelerado, a ausência desses 24 homens ecoa como um lembrete sutil das falhas no sistema. Agora, consideredos foragidos, eles podem estar em qualquer esquina do quadradinho, e a população é convidada a participar da busca. Denúncias sobre seu paradeiro podem ser feitas à Polícia Penal do DF (PPDF) pelo telefone (61) 99666-6000, uma linha direta que transforma cidadãos comuns em aliados da justiça. A narrativa não termina aqui: a próxima saída temporária está marcada para o período de 22 a 26 de dezembro, o último saidão do ano de 2025, prometendo mais capítulos nessa trama de liberdades condicionais e riscos calculados.
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