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Belém no epicentro climático: florestas pedem protagonismo na COP30

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A contagem regressiva para a COP30 já ecoa como um tambor na selva, com Belém se preparando para receber quase 200 países no coração da Amazônia. Imagine o mundo inteiro convergindo para a maior floresta tropical, onde o ar úmido carrega não só o cheiro de terra molhada, mas também a urgência de ações reais contra as mudanças climáticas. As florestas, esses gigantes silenciosos que absorvem bilhões de toneladas de carbono, regulam chuvas e abrigam uma biodiversidade impressionante, sempre foram coadjuvantes nas negociações da ONU. Mas agora, sediadas no Brasil, as discussões ganham um palco único: a chance de elevar as florestas e os povos que as protegem ao centro das decisões, integrando temas como financiamento climático, adaptação e a transição para longe dos combustíveis fósseis. É uma oportunidade histórica, especialmente com o avanço das sinergias entre as convenções de Clima, Biodiversidade e Desertificação, nascidas na Rio-92, para transformar promessas vazias em compromissos concretos.

O enredo dessa conferência climática, cheio de reviravoltas como uma boa novela, tem um capítulo crucial: a criação de um plano de ação global para as florestas. Lembra da COP28, quando o mundo prometeu zerar o desmatamento até 2030? Pois é, promessa sem plano é como história sem fim. Em Belém, os países podem finalmente delinear metas reais, garantindo que as florestas tenham agenda própria nos planos nacionais de clima e adaptação. Isso inclui dar voz aos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, que são os verdadeiros guardiões da conservação – demarcar seus territórios e valorizar seus saberes é o caminho mais eficaz para manter a floresta de pé. Além disso, o financiamento precisa fluir diretamente para os territórios, priorizando benefícios sociais e de biodiversidade, em vez de depender só do mercado de carbono.

Enfrentar as raízes do desmatamento, como a expansão de commodities como soja, carne e óleo de palma, exige uma transição justa com alternativas sustentáveis para quem vive da floresta. Fortalecer o monitoramento com relatórios transparentes e integrar as convenções internacionais pode separar o discurso da realidade. E o mais importante: nada de usar a proteção florestal como desculpa para continuar com fósseis – o plano deve andar de mãos dadas com a transição energética. Se isso sair do papel na COP30, pode marcar um legado brasileiro, impulsionando áreas protegidas, demarcações indígenas e quilombolas, e provando que proteger a Amazônia é um compromisso real com o futuro do planeta.

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