Política

A defesa noturna: Flávio Bolsonaro rebate acusações e chora em vigília por pai

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Na penumbra de uma vigília improvisada, sob o céu noturno de Brasília, o senador Flávio Bolsonaro se posicionou como guardião da narrativa familiar, negando veementemente qualquer plano de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a voz ecoando entre os apoiadores reunidos, ele pintou um quadro de impossibilidade: imagine o ex-líder atravessando ruas lotadas, arrastando uma tornozeleira eletrônica, sem atrair olhares curiosos ou aglomerações instantâneas. “Não há lógica nisso”, declarou Flávio, destacando que vigílias anteriores já haviam mobilizado multidões, e que a família confia no apoio popular. Seus irmãos, Carlos e Eduardo, ecoaram o coro, explicando que Bolsonaro apenas soldou o dispositivo em um momento de desespero, talvez impulsionado pela vergonha diante de parentes vindos de São Paulo. Não era corte total, insistiram, mas uma reação emocional que não culminou em evasão – policiais logo apareceram, trocaram o equipamento, e ele voltou a dormir, como se nada tivesse acontecido.

Enquanto as luzes dos celulares iluminavam rostos atentos na multidão, Flávio questionou a decisão judicial do ministro Alexandre de Moraes, apontando que o pedido de prisão preventiva veio antes do incidente com a tornozeleira, registrado à 0h08. “A prisão já estava decidida”, afirmou, sugerindo que o episódio não foi pivotal. Os aliados contestaram o uso de um convite para oração como justificativa para a detenção, com Flávio criticando a “criminalização da fé” – uma convocação voluntária para rezar pela saúde de Bolsonaro, agora transformada em ameaça à ordem pública. Eduardo Bolsonaro, com ironia afiada, comparou o Brasil a regimes opressores como a Coreia do Norte, insinuando motivações políticas por trás das ações de Moraes, que visariam evitar comoções populares. Ele mencionou tratamentos diferenciados, como a viatura constante na porta da casa do ex-presidente, e vazamentos de imagens, reforçando a sensação de perseguição.

A emoção transbordou quando Flávio, entre lágrimas, liderou uma oração coletiva, entoando a canção “Tá Chorando Por Quê?”, de Amanda Wanessa, cujas letras falam de um Deus que cuida e não esquece. Apesar das contestações, a vigília persistiu, com apoiadores firmes em seu direito de orar, enquanto a defesa oficial de Bolsonaro ainda silencia. Em meio a esse turbilhão, a família reafirma sua mobilização, prometendo mais convocatórias, num eco de resiliência que ressoa pelas ruas da capital.

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