Política

Câmara conclui votação da reforma tributária e pressiona por sanção rápida de Lula

156

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 16, a redação final do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária, enviando o texto para sanção presidencial. Um dos principais pontos deliberados foi a confirmação da retirada do teto de 2% para a tributação do Imposto Seletivo (IS) sobre bebidas açucaradas, como refrigerantes. Após a votação, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione o projeto “o quanto antes”. Ele destacou que o Legislativo, o Executivo e o Brasil saem fortalecidos com um sistema tributário mais simplificado, menos burocrático e eficiente, especialmente para produtores. O projeto estabelece o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que atuará permanentemente a partir de 2026, com mandatos de dois anos no Conselho Superior e presidência alternada entre governadores e prefeitos.

O IBS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) passarão a ser os principais tributos sobre consumo no país a partir de 2027, com uma fase de teste em 2026. O Ministério da Fazenda aguarda a aprovação para iniciar a implementação em 2025, com a publicação de regulamentos da União e entes subnacionais. Entre as modificações analisadas, os deputados reduziram a tributação sobre as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) de 8,5% para 5%, equiparando aos clubes brasileiros, com inclusão da compra e venda de jogadores na base de cálculo, mantendo o texto aprovado no Senado.

Além disso, foi preservada a zeragem das alíquotas do IBS e da CBS para medicamentos registrados na Anvisa com finalidades terapêuticas específicas, como para doenças raras, negligenciadas, oncologia, diabetes, HIV/aids, doenças cardiovasculares e programas como o Farmácia Popular, além de soros, vacinas e aquisições por órgãos públicos. Por outro lado, os deputados alteraram o texto do Senado ao excluir a responsabilidade solidária das plataformas digitais pelo IBS e pela CBS quando o fornecedor não emite documento fiscal. O relator, Mauro Benevides (PDT-CE), mencionou acordos para essas ajustes, visando equilibrar interesses setoriais.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conteúdo relacionado

Adutora de água inaugurada em Planaltina, DF, com tubulações em área de cerrado
Distrito FederalPolítica

Governo do DF inaugura adutora em Planaltina mas deixa 186 mil sem solução definitiva

A entrega da Adutora de Água Tratada Planaltina 170, realizada nesta sexta-feira...

Sala de aula vazia em escola pública brasileira simbolizando fracasso na educação de jovens e adultos
BrasilDistrito FederalPolítica

ENEJA 2026 expõe fracasso persistente na educação de jovens e adultos

A abertura do XIX Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos...

Praça em Brasília com barracas e pertences de população em situação de rua
Distrito FederalPolítica

População em situação de rua no DF cresce 72% em dois anos e acende alerta

O deputado distrital Eduardo Pedrosa cobrou do Governo do Distrito Federal, durante...