No coração do Setor Comercial Sul, em Brasília, um antigo espaço começa a ganhar nova vida com o lançamento do EIXO, um projeto de ocupação cultural que aposta em oficinas, cursos e ações de sustentabilidade para transformar o território nos próximos dois anos.
Oficinas e cursos gratuitos a partir de setembro
As primeiras atividades gratuitas começam já no dia 26 de setembro de 2026, com workshops de lambe-lambe, laboratórios de reciclagem de plástico e plantio de hortas comunitárias. A partir de 7 de outubro, entram em cena os cursos de sonorização e roadie, com prática real durante o Cerrado Jazz Festival. O projeto, que vai até 2028, conta com investimento do Fundo Socioambiental da CAIXA e é realizado pelo Instituto Janelas da Arte e pelo Instituto Cultural e Social No Setor, com participação de Bera, Guilherme Machado, Tom Serralvo e Bruna Moom.
Formação que gera trabalho e inclusão
O objetivo é criar oportunidades reais de qualificação e renda em uma área marcada por desigualdades, conectando a formação às pessoas que já vivem e circulam pelo centro da cidade. Em vez de apenas ocupar o espaço, a iniciativa busca mostrar na prática como a cultura e a economia criativa podem abrir novos caminhos.
O Setor Comercial Sul é um território muito estigmatizado, e durante muito tempo se falou em devolver esse espaço para as pessoas. Mas transformar um território não é apenas limpar ou retirar quem está ali. É criar políticas, cultura e possibilidades de ocupação. Para mim, o EIXO é a materialização de um sonho, que nasce dessa atuação em rede com o Instituto Janelas: ter um espaço estruturado, com condições de mostrar, na prática, como existem outras possibilidades de transformar um território, gerar oportunidades e construir outras formas de viver o centro da cidade.
Rafael Reis
A proposta também inclui discussões sobre a Agenda 2030 e quer que cada participante saia com ferramentas concretas para o mercado de trabalho. “Queremos que o EIXO seja um espaço onde a formação se transforme em oportunidade real. Um lugar para desenvolver habilidades, se qualificar, experimentar novas possibilidades e encontrar caminhos para o trabalho e a geração de renda”, afirma Lorena Oliveira.
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