No dia 17 de setembro, Márcia Abrahão participou de uma sabatina ao vivo no programa JBr Entrevista. A ex-reitora da UnB e candidata a deputada federal pelo PT respondeu perguntas sobre sua gestão na universidade, as políticas educacionais que defende e as propostas que leva para o Congresso. A conversa mostrou uma trajetória marcada pela expansão de cursos para regiões do Distrito Federal, incluindo Ceilândia, e por resistências em tempos de cortes.
Expansão da unb para as regiões administrativas
Abrahão destacou como a universidade se integrou às cidades do DF. “Hoje eu vejo como foi bonito ter feito essa expansão: Ceilândia são cursos da área de saúde totalmente integrados à cidade, Gama cursos da área de engenharia também integrados (…) e Planaltina é uma área mais interdisciplinar”, disse. Ela lembrou que, mesmo em meio a crises orçamentárias, a UnB subiu em rankings nacionais e internacionais. A gente da nossa cidade viu de perto os cursos de saúde chegarem e mudarem a rotina local.
Políticas de cotas e valorização das bolsas
A candidata defendeu as cotas e a assistência estudantil como ferramentas que trouxeram o filho do trabalhador para dentro da universidade. “Tem uma falácia de que a universidade pública é lugar dos ricos. Não é verdade. Depois das cotas, os dados mostram como nós trouxemos o filho do trabalhador e o trabalhador para a universidade”, afirmou. Ela também citou o aumento das bolsas de R$ 400 para R$ 700 no terceiro governo Lula, medida que ajudou a reduzir a evasão. Abrahão cobrou ainda salários melhores para professores do DF e mais investimento permanente em ciência e tecnologia.
Propostas para educação e direitos das mulheres
Entre as ideias que apresentou estão mais cultura, arte e esporte nas escolas para motivar as crianças. “A escola precisa de ser um lugar que motive, que a criança saia de lá utilizando toda a sua criatividade”, explicou. No tema da violência contra a mulher, defendeu qualificação profissional e trabalho nas escolas para que as mulheres não dependam financeiramente de companheiros. “As mulheres não podem ficar dependendo dos homens e dos seus companheiros, porque elas não conseguem sair dessa situação de violência”, completou.
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