Parlamentares da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa do Distrito Federal derrubaram 16 vetos parciais do governador Ibaneis Rocha ao PLDO 2027, mantendo apenas 22 dispositivos, em uma manobra que acirra conflitos entre os poderes e ameaça a estabilidade das contas públicas no Distrito Federal.
Confronto entre legislativo e executivo se intensifica
Durante a sessão realizada na terça-feira, 1º de setembro de 2026, os deputados da CEOF, sob relatoria de Jaqueline Silva (União), optaram por rejeitar parte dos vetos após análise técnica, alegando que alguns dispositivos não violam a Constituição ou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Essa escolha transfere agora a decisão para o Plenário da CLDF, cuja data ainda não foi definida, prolongando a insegurança sobre o orçamento do próximo ano e expondo fragilidades no processo de construção orçamentária.
Impactos negativos na gestão fiscal do distrito federal
A decisão da comissão, liderada pelo presidente Robério Negreiros (União), reforça o papel do legislativo na elaboração do PLDO, mas também evidencia tensões crescentes com o Executivo, que buscava preservar limites fiscais rigorosos. Especialistas alertam que a derrubada de vetos pode comprometer o equilíbrio das contas, aumentando riscos de gastos sem cobertura adequada e prejudicando a governabilidade no Distrito Federal.
Após análise técnica e jurídica, entendemos que alguns dispositivos vetados pelo Executivo não contrariam a Constituição ou a Lei de Responsabilidade Fiscal
Jaqueline Silva (União)
Com o PLDO servindo como base para o orçamento de 2027, o impasse atual pode atrasar investimentos essenciais e gerar instabilidade econômica, deixando a população do Distrito Federal refém de disputas políticas que priorizam interesses legislativos sobre a prudência fiscal.
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