O Distrito Federal enfrenta críticas por ter demorado até 2025 para ampliar o Teste do Pezinho, deixando gerações de recém-nascidos vulneráveis a doenças metabólicas e genéticas que agora serão detectadas de forma obrigatória e gratuita pela Lei nº 7.357.
Expansão chega após anos de limitações
A legislação, sancionada em 17 de julho de 2025 e publicada quatro dias depois, aumenta para mais de 50 o número de patologias rastreadas, incluindo deficiência de biotinidase, fibrose cística e atrofia muscular espinhal. O teste passa a ser obrigatório para todos os bebês do DF, com regulamentação prevista em até 180 dias, mas a demora em alinhar a triagem neonatal a padrões da SBTEIM expôs crianças a diagnósticos tardios e tratamentos menos eficazes.
Deputado Eduardo Pedrosa, do União Brasil, defendeu a medida como forma de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas e infecciosas. Ainda assim, a ampliação progressiva de novas patologias destaca falhas anteriores do governo do DF em oferecer proteção integral desde o nascimento.
Riscos persistentes para a saúde infantil
Apesar do avanço, a obrigatoriedade do exame reforça que, por anos, muitos recém-nascidos no Distrito Federal não contaram com triagem completa, elevando chances de complicações evitáveis. O foco agora recai sobre a execução efetiva da lei para evitar que o atraso regulatório comprometa os benefícios prometidos.
Essa lei representa um avanço significativo na saúde pública do Distrito Federal. Quanto mais cedo diagnosticarmos essas condições, maiores são as chances de tratamento eficaz e de uma vida saudável para as crianças. É um investimento no futuro do nosso povo
Eduardo Pedrosa
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