A governadora Celina Leão assinou ordens de serviço para obras de ampliação do saneamento em São Sebastião, mas a iniciativa chega tarde para milhares de famílias que sofrem há mais de 30 anos com a falta de água tratada e esgotamento sanitário adequado em áreas como o Morro da Cruz e o Capão Comprido.
Espera prolongada agrava sofrimento
Moradores relatam dificuldades diárias para obter água, dependendo de vizinhos ou poços precários que já não suprem a demanda. A presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, confirmou o investimento de R$ 153 milhões em adutoras, reservatórios e redes, com prazos de até 540 dias, mas a população questiona por que as obras só agora foram autorizadas.
Quando a gente chega, já não tem mais água. Aí tem que correr atrás do vizinho para arrumar água e poder pelo menos lavar uma louça.
Joseana Ferreira
Reclamações persistem apesar de promessas
José Wilson Magalhães expressou ceticismo diante da nova conta de água, enquanto Joseana Ferreira descreve o impacto imediato da escassez. As obras visam atender mais de 12 mil famílias, reduzir perdas e trazer água do Mangueiral, porém a demora histórica expõe falhas anteriores na gestão do abastecimento em Brasília.
Espero que melhore. A gente vinha sofrendo bastante. Por mais que seja uma conta a mais, vai ser bem paga, porque água é vida.
José Wilson Magalhães
Com execução prevista para começar no Morro da Cruz, o projeto inclui dois reservatórios de 4 milhões de litros cada, mas especialistas alertam que problemas de qualidade e interrupções podem continuar até a conclusão total das obras.
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