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Câmara do DF aprova Tabela SUS Candanga após anos de repasses defasados

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Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou em dois turnos o projeto de lei nº 2.687/2025 que cria a Tabela SUS Candanga, mas a decisão expõe anos de negligência nos repasses aos prestadores conveniados ao SUS no DF. Aprovado por unanimidade na Comissão de Saúde na terça-feira, 27 de abril de 2026, o texto segue agora para sanção do governador Ibaneis Rocha. Deputados alertam que os valores defasados já estavam levando instituições a cogitar abandonar o sistema público, comprometendo o atendimento à população mais vulnerável.

Valores defasados ameaçavam continuidade do SUS

A relatora Dayse Amarilio (PT) destacou que muitos prestadores estavam prestes a abandonar o SUS por causa dos valores defasados. Essa lei vem para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento à população. O projeto de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL) busca corrigir distorções acumuladas, valorizar profissionais e instituições que atendem pelo SUS e evitar o colapso no acesso a consultas, exames e procedimentos.

Muitos prestadores estavam prestes a abandonar o SUS por causa dos valores defasados. Essa lei vem para garantir a continuidade e a qualidade do atendimento à população.

Dayse Amarilio

Avanço chega tarde diante de riscos reais

O presidente da CLDF, deputado Jorge Vianna (PSD), reconheceu que a medida vai impactar diretamente na vida das pessoas que mais precisam, mas lembrou que o atraso na correção já gerou prejuízos. A aprovação da Tabela SUS Candanga é um avanço significativo para a saúde pública do nosso Distrito Federal. Roosevelt Vilela classificou o resultado como uma conquista histórica, embora ressalte que a iniciativa apenas repara falhas antigas que colocavam em xeque a sustentabilidade do sistema.

Essa é uma conquista histórica para a saúde do DF. A Tabela SUS Candanga vai corrigir distorções e valorizar os profissionais e instituições que atendem pelo SUS.

Roosevelt Vilela

Com a sanção esperada nas próximas semanas, o GDF terá que arcar com os novos valores, o que pode pressionar ainda mais o orçamento da saúde local. Enquanto isso, a população do Distrito Federal segue dependendo de uma rede que, até agora, operava com remunerações inadequadas e risco constante de desassistência.

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