Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, pacientes com fibromialgia protestaram na terça-feira, dia 20, durante sessão solene dedicada ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia. Eles denunciaram a ausência de medicamentos, suporte psicológico e o preconceito persistente, apesar da Lei Distrital nº 6.097/2019 prever prioridade no atendimento. O deputado João Cardoso promoveu o evento, mas os relatos revelaram que a norma permanece sem aplicação prática, deixando milhares de pessoas em sofrimento.
Relatos de dificuldades no acesso a tratamentos
Pacientes relataram barreiras constantes para obter remédios e acompanhamento multidisciplinar no Sistema Único de Saúde. A presidente da Abrafibro-DF, Sônia Maria de Oliveira, destacou que o descrédito médico e social agrava a dor invisível da doença. Representantes de associações e órgãos de saúde participaram, mas as queixas sobre negligência dominaram as falas. A campanha “Fibromialgia: Dor Invisível, Sofrimento Real” foi lançada para chamar atenção para esses problemas crônicos.
Há lei, mas não há proteção. Não temos acesso aos medicamentos, não temos suporte psicológico e vivemos em constante descrédito por parte de médicos e da sociedade
Sônia Maria de Oliveira
Exigências para aplicação da lei distrital
O deputado João Cardoso cobrou capacitação de profissionais do SUS e combate ao estigma que cerca a fibromialgia. Ele ressaltou a necessidade de tratamentos integrados para garantir direitos básicos ignorados até agora. Os protestos evidenciaram que a falta de políticas efetivas perpetua o sofrimento de quem depende do sistema público de saúde. Sem mudanças concretas, a lei segue apenas no papel, ampliando a frustração dos afetados.
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