Brasil

Tornado arrasa Rio Bonito do Iguaçu e desperta onda de solidariedade no Paraná

237

No coração do Centro-Sul do Paraná, a noite de sexta-feira se transformou em um caos inimaginável quando um tornado de categoria F3, com ventos rugindo a até 250 quilômetros por hora, varreu a região. Rio Bonito do Iguaçu, a cerca de 400 quilômetros de Curitiba, foi o epicentro da fúria climática, com até 90% de sua área urbana devastada. Seis vidas foram ceifadas, e 750 pessoas precisaram de atendimento médico até o início da tarde de sábado, muitas delas encaminhadas para hospitais em Laranjeiras do Sul, Cascavel e Guarapuava. Quatro vítimas passaram por cirurgias urgentes, enquanto o secretário de Saúde do estado, Beto Preto, descreveu um cenário desolador: as estruturas de saúde locais colapsadas, com apenas um centro ainda em funcionamento, graças a uma força-tarefa das prefeituras vizinhas. O prefeito Sezar Augusto Bovino lamentou a destruição quase total da cidade, que deixou cerca de 10 mil impactados, 28 desabrigados e mil desalojados, tornando qualquer levantamento preciso uma missão árdua no momento.

Em meio ao entulho e à dor, a resposta veio rápida e coordenada. O governador Ratinho Jr. chegou cedo à cidade, anunciando uma parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia para acelerar a avaliação dos danos e a reconstrução de casas. Linhas de crédito e apoios diversos foram prometidos para mitigar os prejuízos em setores variados. Do plano nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou equipes da Defesa Civil Nacional e enviou a ministra Gleisi Hoffmann para supervisionar os esforços. O Ministério da Saúde despachou uma equipe da Força Nacional do SUS, composta por cinco especialistas – incluindo um em saúde mental para desastres –, para reativar serviços, apoiar a gestão local e oferecer assistência psicossocial, garantindo que a população afetada retome o atendimento integral o mais breve possível.

Enquanto a poeira ainda não assentou, histórias de resiliência emergem: vizinhos se unindo para manter um único posto de saúde aberto, e autoridades correndo contra o tempo para quantificar desabrigados e planejar a recuperação. O fenômeno, monitorado pelo Simepar, serve como lembrete da força imprevisível da natureza, mas também da capacidade humana de se reerguer unida.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Conteúdo relacionado

Arquitetura do TJDFT em Brasília com áreas verdes representando inventário de emissões de carbono
BrasilDistrito Federal

TJDFT avança para prata em inventário de emissões de carbono

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios alcançou a...

Lotéricas lotadas em Ceilândia por prêmio de R$ 300 milhões da Independência
BrasilDistrito Federal

Ceilândia lota lotéricas atrás dos R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência

Em Brasília, as lotéricas amanheceram lotadas na terça-feira, 15 de setembro de...

Foto: Arquivo pessoal
BrasilDistrito FederalEsportes

Rodrigo Starling é vice-campeão mundial de tênis masters 40-45 anos

Rodrigo Starling, tenista brasiliense de 40 anos filiado ao Iate Clube de...

Justiça eleitoral manda Meta retirar deepfakes contra candidato Crisóvão Tormin
BrasilPolítica

Justiça eleitoral manda Meta retirar deepfakes contra candidato em Goiás

A desembargadora eleitoral Aline Vieira Tomas Protasio, do Tribunal Regional Eleitoral de...