A Caesb e o GDF enfrentam críticas crescentes por demorarem a resolver o caos das ligações clandestinas de água na Fercal, onde moradores acumularam multas pesadas durante anos de negligência estatal. Agora, as autoridades anunciam a substituição de multas por advertências, um teto na cobrança retroativa e parcelamento em até 36 meses, mas a medida chega tarde para famílias que sofrem com o desperdício e a falta de dignidade no acesso ao saneamento básico.
Medidas chegam após pressão de moradores
Seguindo normas da Adasa, a Caesb oferece condições mais acessíveis, incluindo redução de 50% nas tarifas para quem está na Tarifa Social. O projeto Água Legal já regularizou mais de mil ligações, criando um ponto de atendimento local para facilitar o processo. Ainda assim, o foco negativo recai sobre as perdas de água que continuam altas e sobre o combate insuficiente ao desperdício em uma região historicamente esquecida pelo poder público.
Autoridades reconhecem falhas passadas
A governadora Celina Leão destacou que a retirada das multas representa uma decisão de governo para dar dignidade às pessoas. O presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, afirmou que a união entre GDF, Administração da Fercal e Caesb busca universalizar o saneamento, embora a comunidade tenha aceitado as propostas apenas após anos de irregularidades.
A ação da Caesb de retirar as multas é uma decisão de governo. Isso dá dignidade às pessoas e para as famílias que vivem aqui
Celina Leão
O GDF, a Administração da Fercal e a Caesb se uniram para regularizar as ligações de água. A comunidade aceitou bem o que foi proposto e estamos trabalhando junto com as pessoas. Criamos um ponto de atendimento com o nosso projeto Água Legal. Já regularizamos mais de mil ligações
Luis Antonio Reis
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