A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou em segundo turno, na terça-feira, 20 de maio de 2026, o projeto de lei que cria o piso salarial para tradutores e intérpretes de Libras. A iniciativa, de autoria do deputado Iolando, chega em meio a críticas sobre a demora em valorizar esses profissionais essenciais para a comunidade surda, que ainda enfrenta exclusão em serviços básicos.
Desafios persistentes para a inclusão
O texto aprovado inclui emendas que estendem o piso tanto a profissionais autônomos quanto aos com vínculo empregatício. A lei entrará em vigor 30 dias após a publicação, caso seja sancionada pelo governador Ibaneis Rocha. Enquanto isso, tradutores e intérpretes seguem trabalhando sem remuneração adequada, o que compromete o acesso da população surda à educação, saúde e órgãos públicos no Distrito Federal.
Posicionamentos dos parlamentares
Deputados de diferentes partidos destacaram a relevância da medida, embora tenham ressaltado que o reconhecimento chega após anos de reivindicações. A aprovação representa um passo, mas não resolve de imediato as desigualdades estruturais enfrentadas por quem depende da Libras para exercer direitos básicos.
Essa é uma conquista histórica para a comunidade surda do Distrito Federal. Os tradutores e intérpretes de Libras desempenham um papel fundamental na inclusão social, no acesso à educação, à saúde e aos serviços públicos. Nada mais justo que reconhecer o valor desse trabalho com um piso salarial digno.
Deputado Iolando
Essa aprovação representa um avanço significativo na luta por direitos e pela valorização dos profissionais que garantem a comunicação e o acesso de milhares de pessoas surdas aos seus direitos mais básicos.
Deputado Fábio Felix
A comunidade surda do DF agora aguarda a sanção para que o piso salarial traga mudanças concretas. Enquanto o projeto não vira lei, os profissionais continuam atuando em condições precárias, evidenciando que a inclusão social ainda depende de medidas mais amplas e urgentes além dessa aprovação.
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