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Belém se transforma em palco global para a luta contra a crise climática

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Nas ruas de Belém, onde o calor úmido da Amazônia se mistura ao burburinho de uma cidade em efervescência, mais de 70 chefes de Estado e representantes de governos estrangeiros se reúnem para a Cúpula do Clima, um prelúdio à COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro. A capital paraense, pela primeira vez sediando um evento dessa magnitude na Floresta Amazônica, recebe figuras como o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o secretário-geral da ONU, António Guterres, entre uma centena de delegações. O presidente brasileiro, Lula, abre o encontro nesta quinta-feira (6), com uma plenária à tarde focada em ‘Clima e Natureza, Florestas e Oceanos’, seguida de mais discussões na sexta. É um momento em que a urgência da crise climática ganha contornos reais, com centenas de discursos agendados e reuniões bilaterais que buscam reforçar compromissos multilaterais para limitar o aquecimento global a 1,5ºC até o fim do século, ecoando os acordos de Paris de 2015.

Enquanto a cidade pulsa com a presença de líderes globais, o almoço oficial promovido por Lula lança o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), destacando a importância de apoiar nações como o Brasil e outras com territórios amazônicos na preservação de biomas essenciais para o equilíbrio climático. Presidentes como Gabriel Boric, do Chile, Gustavo Petro, da Colômbia, e Emmanuel Macron, da França, participam desse diálogo, que visa dar peso político às negociações da COP30. Belém, berço da Rio-92 onde a Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima foi adotada em 1992, revive sua vocação ambiental, reunindo desde reis como Carlos XVI Gustavo, da Suécia, até vice-presidentes e ministros de países como China, Turquia e África do Sul. Para os jovens que observam de perto, é uma oportunidade de ver como decisões tomadas aqui podem moldar o futuro, acelerando ações contra os gases de efeito estufa e inspirando uma geração a engajar-se na proteção do planeta.

No coração dessa narrativa global, a Cúpula reforça o papel da Amazônia como pulmão do mundo, com plenárias que exploram florestas e oceanos, enquanto delegações de nações como Alemanha, representada pelo chanceler Friedrich Merz, e a União Europeia, com Ursula von der Leyen, debatem caminhos para a sustentabilidade. É um capítulo vivo na história de Belém, onde o cotidiano urbano se entrelaça com questões planetárias, convidando os moradores – especialmente os mais jovens – a refletirem sobre seu lugar nessa teia ambiental.

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