A Câmara Legislativa do Distrito Federal analisa o projeto de lei nº 1.200/2025, que cria os Territórios de Distrito Criativo e Tecnológico, mas o texto chega em meio a uma crise persistente sem garantias de resultados concretos para a população mais afetada.
Proposta prevê até três territórios por localidade
O deputado Max Maciel (PSol) defende a delimitação de áreas com base em critérios como vocação econômica, presença de universidades e infraestrutura. O Executivo escolherá os locais e cada território contará com um conselho gestor formado por representantes do governo, sociedade civil, academia e setor produtivo. Atividades como design, audiovisual, jogos digitais e biotecnologia seriam priorizadas, porém o limite de três territórios por região levanta dúvidas sobre quem realmente será contemplado.
Alternativa em tempos de crise enfrenta limitações
Embora o projeto busque promover emprego e renda em áreas vulneráveis, especialistas alertam para o risco de burocracia excessiva e falta de recursos imediatos. A proposta não define prazos rígidos nem fontes de financiamento claras, o que pode atrasar qualquer benefício real. Em um cenário de instabilidade econômica, a iniciativa parece mais simbólica do que estrutural.
A economia criativa tem se mostrado uma alternativa viável para a geração de emprego e renda, especialmente em tempos de crise. Com os Territórios de Distrito Criativo, queremos impulsionar a inovação e o empreendedorismo a partir das potencialidades de cada região do DF.
Max Maciel
O texto ainda tramita na CLDF e depende de aprovação do Poder Executivo para avançar. Enquanto isso, regiões mais carentes do Distrito Federal continuam sem políticas efetivas que enfrentem o desemprego de forma direta e imediata.
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