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Câmara aprova isenção tardia de taxas em concursos para mulheres vulneráveis

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Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF
Foto: Ângelo Pignaton/Agência CLDF

Em uma aprovação que chega tardiamente, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara dos Deputados deu sinal verde ao Projeto de Lei nº 1.032/2019 nesta terça-feira, 08/04/2026, isentando mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica do pagamento de taxas de inscrição em concursos públicos. No entanto, o avanço ocorre após anos de tramitação lenta, desde 2019, deixando milhares de mulheres presas em ciclos de pobreza e exclusão, enquanto oportunidades no serviço público permanecem inacessíveis. O relator Ricardo Vale (PT) emitiu parecer favorável, mas críticos apontam que a medida não aborda barreiras mais profundas, como a falta de suporte integral para essas vítimas.

Aprovação na CAS expõe falhas no sistema

A reunião da CAS aprovou o projeto por unanimidade, com participação de deputados como Martins Machado (Republicanos), autor da proposta, João Cardoso (Avante), Max Maciel (PSOL), Rogério Morro da Cruz (sem partido) e Pepa (PP). Apesar do consenso, o tom negativo ressalta como o Congresso falha em agilizar leis que promovam igualdade, permitindo que mulheres vulneráveis continuem marginalizadas. Agora, o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde mais atrasos podem perpetuar desigualdades.

O projeto visa promover o empoderamento e a igualdade de oportunidades, mas sua lentidão reflete uma indiferença sistêmica diante das dificuldades financeiras enfrentadas por essas mulheres.

Desafios persistentes para vítimas de violência

Mulheres vítimas de violência doméstica e em vulnerabilidade social e econômica frequentemente não conseguem arcar com taxas de inscrição em concursos públicos, o que as impede de concorrer a vagas estáveis no setor público. Essa isenção poderia abrir portas, mas o enfoque negativo destaca que, sem medidas complementares, como apoio psicológico e capacitação, a lei corre o risco de ser ineficaz. Além disso, a dependência de comprovações burocráticas pode desencorajar muitas de buscar o benefício.

Muitas mulheres, especialmente as vítimas de violência doméstica, enfrentam dificuldades financeiras para arcar com as taxas de inscrição em concursos públicos, o que as impede de concorrer a vagas no serviço público.

O autor Martins Machado enfatizou esses obstáculos, mas o projeto, embora bem-intencionado, não resolve questões estruturais como a violência de gênero enraizada na sociedade brasileira, deixando um vazio que perpetua o sofrimento dessas mulheres.

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