Polícia Civil do DF prende duas mulheres por dopar e roubar vítimas em encontros

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Viaturas da Polícia Civil do DF em operação de prisão por dopagem e roubo em Brasília.

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu duas mulheres de 26 anos suspeitas de dopar vítimas durante encontros amorosos para realizar roubos por meio de transferências bancárias. As prisões ocorreram em Águas Lindas de Goiás, na tarde de 23 de fevereiro de 2026, após investigações iniciadas em novembro de 2025. As suspeitas utilizavam ameaças de acusações falsas de estupro para intimidar as vítimas e evitar denúncias, com prejuízos financeiros que chegam a R$ 19,5 mil em um dos casos relatados.

Detalhes da operação

A operação foi deflagrada pela 15ª Delegacia de Polícia, com foco em crimes cometidos em Ceilândia, no Distrito Federal, e em Águas Lindas de Goiás. As mulheres residiam na região goiana, onde também foram realizadas as prisões. Buscas anteriores, em 13 de fevereiro de 2026, ajudaram a coletar evidências que embasaram as ações policiais.

Entre as vítimas, destaca-se um homem de 53 anos de Ceilândia, que relatou ter sido dopado e roubado. A investigação revelou um padrão de conduta que envolvia múltiplos alvos, todos atraídos por meio de aplicativos de encontros e redes sociais.

Modus operandi das suspeitas

As suspeitas marcavam encontros amorosos e ofereciam bebidas adulteradas com medicamentos para dopar as vítimas. Uma vez inconscientes, elas realizavam transferências via PIX e utilizavam cartões bancários para subtrair valores financeiros. Para garantir o silêncio, ameaçavam as vítimas com denúncias falsas de estupro, explorando o medo de repercussões legais.

Esse método permitiu que elas operassem por meses, acumulando prejuízos significativos. A Polícia Civil do DF enfatiza que o uso de ameaças foi crucial para inibir relatos iniciais, prolongando as atividades criminosas.

Investigação e implicações

As investigações começaram após uma denúncia em novembro de 2025, evoluindo para a identificação das duas mulheres como principais suspeitas. A operação de 23 de fevereiro de 2026 resultou em prisões em flagrante, com as acusadas agora respondendo por roubo qualificado e extorsão.

Autoridades alertam para os riscos de encontros via aplicativos, recomendando precauções como verificar perfis e evitar bebidas oferecidas por desconhecidos. O caso destaca a vulnerabilidade em interações online e a importância de denunciar suspeitas imediatamente à polícia.

Contexto e desdobramentos

Com a publicação dos fatos em 24 de fevereiro de 2026, o episódio reforça a necessidade de vigilância em relacionamentos virtuais. A Polícia Civil continua apurando possíveis vítimas adicionais, enquanto as suspeitas permanecem detidas aguardando julgamento. Esse tipo de crime, que combina sedução com violência química, tem se tornado mais comum em regiões urbanas como o DF e entorno.

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