A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF manteve a condenação de um motorista a pagar R$ 5 mil por danos morais e R$ 1.500 por danos materiais a um motociclista vítima de um acidente de trânsito ocorrido em 2019 no Distrito Federal.
Detalhes do acidente
O incidente aconteceu quando o motorista, ao realizar uma conversão à esquerda, não observou a preferência do motociclista que seguia em linha reta. Essa manobra resultou em uma colisão que causou lesões ao motociclista e danos à sua moto. O acidente violou o artigo 36 do Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece a preferência em situações como essa.
Provas como o boletim de ocorrência e o laudo pericial foram fundamentais para comprovar a responsabilidade do réu. O motociclista, autor da ação, sofreu dor e sofrimento em razão das lesões, o que justificou a indenização por danos morais.
Processo judicial e decisões
O processo foi iniciado em 2020, sob o número 070XXXX-XX.2020.8.07.0016, no 1º Juizado Especial da Fazenda Pública do DF. A sentença inicial considerou o pedido procedente em parte, condenando o motorista aos pagamentos mencionados. Insatisfeito, o réu recorreu à 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do DF.
A Turma, de forma unânime, negou o recurso, mantendo a condenação com base nas evidências apresentadas. Os danos materiais foram comprovados por notas fiscais de conserto da motocicleta, enquanto os danos morais foram reconhecidos pela angústia e sofrimento do vítima.
O réu, ao realizar a conversão à esquerda, não observou a preferência do autor, que seguia em linha reta, o que configura infração ao artigo 36 do Código de Trânsito Brasileiro.
Os danos morais restam configurados pela dor, sofrimento e angústia experimentados pelo autor em razão do acidente.
Implicações para o trânsito no DF
Essa decisão reforça a importância de respeitar as normas do Código de Trânsito Brasileiro, especialmente em manobras que envolvem preferência. No Distrito Federal, acidentes de trânsito continuam sendo uma preocupação, e julgamentos como esse servem como alerta para motoristas sobre as consequências financeiras e legais de condutas imprudentes.
O caso destaca como os Juizados Especiais facilitam o acesso à justiça em disputas de menor complexidade, como indenizações por danos morais e materiais em acidentes. Com a manutenção da sentença, o motociclista obtém reparação pelos prejuízos sofridos, promovendo maior responsabilidade no trânsito.
Embora o acidente tenha ocorrido em 2019, a resolução judicial em 2026 demonstra a persistência dos processos no sistema judiciário brasileiro. Isso pode incentivar vítimas de acidentes semelhantes a buscarem seus direitos, contribuindo para uma cultura de segurança viária mais robusta no país.
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