Em uma manhã movimentada de quarta-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal deu início à Operação Lex Animalia, uma iniciativa voltada para combater o tráfico e a manutenção ilegal de animais silvestres na capital. Os agentes, munidos de mandados de busca e apreensão, dirigiram-se a uma imponente mansão no bairro Park Way, onde indícios apontavam para atividades irregulares envolvendo fauna nativa. Ao chegarem, foram recebidos por um adolescente de 16 anos, que presenciou a equipe da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) vasculhar os fundos da propriedade. O que descobriram ali era um cenário desolador: um viveiro sujo, desprovido de comida e água, abrigando 12 jabutis e um cágado, todos mantidos em condições que violavam as normas de bem-estar animal. Um dos bichos vagava solto em uma área cercada de mato, isolado de qualquer acesso natural ao ambiente selvagem, como se preso em um limbo entre o cativeiro e a liberdade negada.
Os animais, visivelmente afetados pelo descaso, foram resgatados na hora pela equipe policial e encaminhados ao Hospital da Fauna Silvestre (Hfaus) para uma avaliação veterinária detalhada. Ali, profissionais especializados iriam tratar de suas necessidades imediatas, preparando-os para a reabilitação. Após esse processo, o plano é enviá-los aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), gerenciados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde serão reintegrados à natureza de forma segura e controlada. Essa etapa representa não apenas uma salvação individual para esses seres, mas um lembrete da importância de preservar a biodiversidade em meio ao caos urbano do Distrito Federal.
Enquanto isso, as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos no esquema. A operação destaca a persistência de práticas ilegais que ameaçam espécies vulneráveis, convidando a reflexão sobre o papel de cada um na proteção ambiental.
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