Era uma madrugada tranquila em Brasília, no dia 21 de dezembro de 2022, quando o silêncio da 708 Norte foi rompido por gritos insistentes. Hermes Antônio de Magalhães Resende, tomado por uma fúria que mais tarde seria classificada como fútil pela Justiça, chamou a vítima, uma jovem de 23 anos grávida de sete meses, para descer do prédio. Ela atendeu, talvez na esperança de uma conversa pacífica, mas o que se seguiu foi uma discussão acalorada. Quando a mulher virou as costas, confiante de que o pior havia passado, Hermes sacou uma faca da cintura e desferiu golpes violentos em suas costas. O ataque, marcado pela crueldade e pela surpresa, deixou a vítima ferida no chão, lutando pela vida dela e do bebê que carregava. Socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF, ela foi levada a um hospital, onde ambos sobreviveram milagrosamente, transformando o que poderia ser uma tragédia irreversível em um relato de resiliência.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) não hesitou em aplicar a pena máxima pelo crime, condenando Hermes a 20 anos, 5 meses e 22 dias de prisão em regime inicial fechado. A denúncia do Ministério Público destacou as qualificadoras que agravaram a sentença: o motivo banal, nascido de uma revelação da vítima à esposa do agressor sobre uma relação sexual passada; o emprego de meio cruel, com múltiplas facadas; e o recurso que impossibilitou qualquer defesa, já que os golpes vieram pelas costas, explorando a vulnerabilidade da gestante. Após o crime, Hermes fugiu por dois meses, sendo capturado em São Francisco, Minas Gerais, em fevereiro de 2023. Desde então, ele permanece atrás das grades, enquanto o caso serve como lembrete sombrio de como ciúmes descontrolados podem escalar para atos irreparáveis, ecoando nas ruas da capital federal.
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