No coração do Setor de Indústria de Ceilândia, no Distrito Federal, um depósito de materiais recicláveis se transformou em um cenário de labaredas intensas que desafiaram a coragem dos bombeiros. Tudo começou às 14h de domingo, 16 de novembro, quando o fogo irrompeu na QI 22, espalhando-se rapidamente por pilhas de plásticos, madeira e resíduos diversos. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mobilizou oito viaturas, incluindo seis dedicadas ao combate direto, para enfrentar três focos simultâneos de chamas. Com o incêndio agora controlado, os militares optaram por isolar o material e deixá-lo queimar de forma controlada, uma estratégia que prolongou a operação para além de 17 horas, chegando até as 7h da manhã de segunda-feira, 17 de novembro. A prioridade foi proteger construções vizinhas, caminhões estacionados e dezenas de pneus acumulados, evitando que o desastre se alastrasse ainda mais.
Em meio ao caos das chamas e da fumaça densa, um momento de alívio surgiu quando os bombeiros localizaram e resgataram cinco filhotes de cachorro, ilesos apesar da intensidade do fogo. Três deles foram encaminhados à protetora de animais Tani Maria, da ONG Pets do Setor de Fábricas, e agora aguardam adoção por quem quiser dar um lar a esses sobreviventes. Interessados podem contatá-la pelo telefone (61) 99379-4780. Não houve registro de vítimas humanas, e o responsável pelo depósito colaborou ativamente, fornecendo uma retroescavadeira para revirar o material queimado e facilitar o resfriamento de pontos quentes. As causas do incêndio ainda permanecem um mistério, deixando uma aura de suspense sobre o que iniciou essa batalha contra o fogo.
Enquanto as equipes do CBMDF continuam vigilantes, a operação destaca a resiliência diante de imprevistos urbanos, onde o cotidiano pode virar uma narrativa de superação e solidariedade.
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