No último domingo, milhões de jovens brasileiros enfrentaram o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, um ritual anual que mistura ansiedade, preparação e expectativa pelo futuro. Com mais de 4,8 milhões de inscritos habilitados, a abstenção ficou em 27%, um número próximo aos 26,6% do ano anterior e inferior aos registrados em 2023 e 2022. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a tranquilidade do processo, apesar de 3.240 eliminações por irregularidades como o uso de materiais impressos, equipamentos eletrônicos ou saídas indevidas do local de prova. Aplicado em 1.805 municípios com o apoio de mais de 300 mil pessoas, o exame cobriu 90 questões de áreas como língua portuguesa, literatura, história, geografia, filosofia, sociologia, artes, educação física e tecnologias da informação, além da redação. O gabarito oficial sai na quinta-feira (13), e o segundo dia, focado em ciências da natureza e matemática, está marcado para o próximo domingo (16).
O tema da redação, sobre as perspectivas do envelhecimento na sociedade brasileira, foi elogiado por sua atualidade, convidando os candidatos a refletir sobre questões como violações de direitos e etarismo – o preconceito baseado na idade. Camilo Santana enfatizou como o país está invertendo sua curva etária, com mais idosos, o que exige um olhar cuidadoso de todos. Professores consultados pela Agência Brasil viram no tema uma oportunidade para debates relevantes, enquanto o presidente do Inep, Manuel Palácios, descreveu a prova como “linda” e “maravilhosa”, alinhada às referências curriculares da educação básica. Para quem precisou de reaplicação, como os afetados pelo tornado no Paraná, as datas são 16 e 17 de dezembro.
Além de testar conhecimentos, o Enem segue como porta de entrada para universidades, especialmente públicas via Sisu, ou particulares através do Prouni e Fies, moldando o caminho de uma geração em busca de oportunidades.
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