Na pacata tarde de domingo, 9 de novembro, a rotina de um homem de 28 anos em Caldas Novas, Goiás, transformou-se em uma cena de horror inesperado. Ele subira em uma árvore para realizar uma poda simples, talvez pensando em arrumar o quintal ou evitar galhos indesejados, quando o imprevisível aconteceu. Um ramo, ao ser cortado, encostou na rede elétrica próxima, desencadeando uma descarga violenta que o atingiu em cheio. O impacto foi imediato e avassalador, deixando-o imóvel no alto dos galhos, enquanto a vida se esvaía em meio ao zumbido da eletricidade. Para quem observa de fora, é um lembrete cruel de como tarefas cotidianas podem virar armadilhas mortais, especialmente em cidades onde a natureza e a infraestrutura urbana se entrelaçam de forma perigosa.
Os bombeiros do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) foram acionados rapidamente, mas ao chegarem, depararam-se com o corpo ainda suspenso na árvore, um quadro que exigia cautela extrema. A rede elétrica precisou ser desligada pela empresa Equatorial para que o resgate pudesse prosseguir em segurança, com os militares utilizando uma escada para descer o homem. Já no chão, as marcas da tragédia eram evidentes: queimaduras graves nas mãos, na perna e na face direita, sinais de uma luta breve e desigual contra a força invisível da corrente elétrica. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o que todos temiam – não havia mais sinais vitais, e o óbito foi declarado no local.
Essa história, embora isolada, ecoa um alerta para jovens que, como muitos de nós, lidam com afazeres domésticos sem imaginar os perigos ocultos. Em um mundo onde a pressa e a autossuficiência ditam o ritmo, incidentes como esse em Caldas Novas nos convidam a pausar e considerar os riscos, promovendo uma reflexão sobre precauções que poderiam transformar finais trágicos em meras anedotas.
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