No coração do Paraná, onde ventos furiosos de até 250 quilômetros por hora transformaram ruas em cenários de caos, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, surgiu como uma figura de ação imediata. Durante uma visita a Rio Bonito do Iguaçu, o município mais castigado pelo tornado classificado como F3 pelo Simepar, ela anunciou que o governo federal acionou a Caixa Econômica Federal para agilizar a liberação do FGTS aos trabalhadores afetados. “Estamos tomando providências em relação ao FGTS, à liberação do Fundo de Garantia”, declarou Gleisi a jornalistas, após conversa com o presidente da Caixa. A modalidade Saque Calamidade já existe, permitindo saques em casos de desastres naturais reconhecidos, e agora o foco é habilitar os municípios atingidos rapidamente. Paralelamente, o INSS foi mobilizado para auxiliar beneficiários e providenciar novos benefícios, enquanto reuniões entre governos municipal, estadual e federal coordenam a reconstrução. Recursos federais estão disponíveis para materiais de construção, escolas e unidades de saúde, complementando o apoio emergencial do estado.
A tragédia deixou marcas profundas: seis mortes confirmadas, cinco em Rio Bonito do Iguaçu e uma em Guarapuava, além de mais de 750 feridos atendidos. Cerca de 1 mil pessoas ficaram desalojadas, abrigando-se com parentes, e 28 desabrigadas, sem teto. Um abrigo em Laranjeiras do Sul acomoda até 80 pessoas, enquanto estruturas provisórias em Rio Bonito do Iguaçu realizam triagens, cadastros e atendimentos a idosos. “Os cadastros estão sendo feitos no Ginásio do Bugre”, orientou o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, incentivando as vítimas a registrarem danos para receberem auxílio. A Força Nacional do SUS foi acionada para reforçar o atendimento médico, em um esforço coletivo que busca restaurar a normalidade em meio à infraestrutura urbana 90% comprometida.
Enquanto a poeira baixa e as histórias de sobrevivência emergem, o governo enfatiza a prontidão para a reconstrução, com Gleisi destacando que o federal pode ajudar na recuperação de casas e serviços essenciais. Essa resposta coordenada reflete a urgência de um desastre que abalou comunidades inteiras, convidando os jovens a refletirem sobre a resiliência humana diante da força imprevisível da natureza.
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