Na noite escura de sexta-feira, o céu sobre Rio Bonito do Iguaçu, no coração do Centro-Sul do Paraná, transformou-se em um caos furioso. Um tornado de intensidade avassaladora varreu a região, deixando um rastro de devastação que ecoa como uma história de sobrevivência em meio ao imprevisível. De acordo com a Defesa Civil, cinco vidas foram ceifadas, enquanto cerca de 430 pessoas ficaram feridas, 28 desabrigadas e mais de mil desalojadas. Casas foram destelhadas, árvores e postes tombados, estruturas inteiras desmoronaram, e o fornecimento de energia e água foi interrompido, pintando um quadro de desolação que se estende por vilarejos vizinhos como Candói, Laranjeiras do Sul e Guarapuava. Equipes de resgate, incluindo 30 bombeiros de cidades próximas e 20 membros do Grupo de Operações de Socorro Tático com cães farejadores, mobilizaram-se rapidamente, apoiados por ambulâncias de Cascavel e Guarapuava, em uma corrida contra o tempo para salvar quem ainda lutava sob os escombros.
Enquanto a madrugada de sábado chegava, o governo do estado já organizava uma resposta coordenada, com caminhões carregados de cestas básicas, kits de higiene e dormitórios partindo de Curitiba para socorrer os afetados. O governador Carlos Massa Ratinho Junior descreveu o evento como ventos fortíssimos culminando em um tornado de nível 3, e prometeu uma força-tarefa para resgates, atendimento médico e, a partir do dia seguinte, um levantamento detalhado dos danos para reconstruir a região. O Sistema de Meteorologia do Paraná classificou o fenômeno como F2 na escala Fujita, gerado por uma supercélula com ventos entre 180 km/h e 250 km/h, um lembrete brutal de como a natureza pode alterar destinos em instantes.
Para os jovens que acompanham essas narrativas de resiliência, o episódio em Rio Bonito do Iguaçu serve como um capítulo vivo sobre solidariedade e preparação, com equipes de resgate ainda ativas nas áreas impactadas, tecendo uma rede de apoio em meio à adversidade.
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